
O Filme estreia nos cinemas dos EUA acontece em 23 de setembro. No Brasil, em 29 de outubro.

Como artista, Woody Allen é um paradoxo vivo: como é possível que, apesar de vir interpretando o mesmo personagem há mais de 20 anos, ele consiga se reinventar a cada novo filme, introduzindo sua já clássica persona cinematográfica em histórias que, independente de sua complexidade, são verdadeiras sessões de auto-análise? E como seu alter-ego em celulóide, sempre ansioso, agitado e gesticulando muito, ainda é capaz de nos fazer rir depois de tantos anos?
A resposta: Allen não é apenas um cineasta dotado de extrema cultura e de um timing cômico irrepreensível. Ele é, antes de tudo, um dos mais talentosos roteiristas que o Cinema já produziu - e não estamos exagerando. Tomemos, como exemplo, Desconstruindo Harry, um dos mais ácidos, inteligentes e divertidos roteiros que este diretor já escreveu (e vale lembrar que estamos falando do responsável por verdadeiras obras-primas como Manhattan e Hannah e Suas Irmãs). Aqui, o alter-ego de Woody Allen se chama Harry Block. Block é um escritor de sucesso que, infelizmente, se encontra no meio de um terrível `bloqueio` que o impede de trabalhar em seu novo livro. É quando sua antiga Faculdade (da qual foi expulso) resolve homenageá-lo e ele começa a procurar por alguém que aceite acompanhá-lo até a cerimônia.
Block é um homem cheio de neuroses e conflitos. Para piorar, ele tem a mania de basear seus livros em acontecimentos reais de sua vida pessoal - o que faz com que suas ex-esposas, sua meia-irmã e seu cunhado nutram verdadeira aversão por ele. Durante sua trajetória em busca de uma companhia para a cerimônia de homenagem, o escritor acaba reencontrando todos os personagens que criou ao longo dos anos, numa referência mais do que óbvia ao clássico Morangos Silvestres, de Ingmar Bergman. A partir daí, Woody Allen constrói uma comédia deliciosamente mordaz - talvez uma das mais `rasgadas` de toda sua carreira. Desta vez, o diretor não economiza nos palavrões e nas referências sexuais mais explícitas. Menos sutil do que de costume, seu roteiro ainda traz as costumeiras reflexões, sempre hilárias, sobre morte, sexo e religião. O roteiro encerra, ainda, pequenas histórias `extraídas` dos livros de Harry, como a do ator (vivido por Robin Williams) cuja vida se encontra `fora de foco` - condição representada, no filme, pela própria falta de foco do personagem, cuja imagem se encontra sempre embaçada - e como a da esposa que descobre, depois de 30 anos de casada, um terrível segredo sobre o passado de seu marido. Como de costume, cada um destes personagens é interpretado por um `nome` de Hollywood, desde Billy Crystal até Demi Moore.
Desconstruindo Harry é, em suma, um programa obrigatório para os apreciadores do bom cinema. Repleto de bom humor e fantasia - e regado por fartas doses de auto-crítica -, este filme merece lugar de destaque em qualquer antologia sobre a produção cinematográfica da década de 90. Ponto para Harry Block... digo: para Woody Allen."
Fonte da crítica: Cinema em CenaO filme é uma comédia romântica sobre uma família que viaja para a cidade grande a negócios. Entre os viajantes estão um casal de noivos que tem suas vidas transformadas por causa da viagem. O filme deve também mostrar o amor de um homem pela cidade de Paris, bem como deve explorar aquela ilusão de que sempre pensamos que a vida do outro é melhor do que a nossa.
Para quem pensa que envelhecer tem seus benefícios - sabedoria, maturidade etc. - o veterano cineasta Woody Allen, ganhador do Oscar, tem uma mensagem: você está errado. Ao lançar seu novo filme no festival de Cannes, Allen disse neste sábado aos repórteres que, com 74 anos nas costas, teve tempo suficiente para lidar com o fato de ficar mais velho, algo que odeia. "- Acho que é um mau negócio," disse. "Você não fica mais esperto, não fica mais sábio, não fica mais doce ou mais amável. Nada acontece de fato. Suas costas doem mais, você tem mais indigestão, sua visão não é boa, você precisa de ajuda para escutar. É um mau negócio ficar velho e eu aconselharia vocês a não fazerem isso."
Em "You Will Meet a Tall Dark Stranger", Anthony Hopkins e Gemma Jones interpretam um casal mais velho que se divorciou porque ele queria recobrar sua juventude. Ele se relaciona com uma mulher mais jovem enquanto sua ex olha para o futuro e fica viciada em procurar videntes. Naomi Watts faz o papel da única filha deles. Seu marido (James Brolin) é um escritor medíocre. Ambos sonham em fugir do casamento, mas quando fazem isso descobrem que muitas vezes relacionamentos podem ter finais agridoces.
Diane Keaton, Meryl Streep, Mia Farrow, Penélope Cruz, Javier Bardem, Anthony Hopkins. Mesmo tendo conseguido atrair as melhores atrizes e atores do cinema mundial em suas dezenas de filmes, Allen, bem a sua maneira, faz pouco caso do feito. "Geralmente, não digo que há atores com quem eu queira trabalhar. Depende muito do script e do personagem que estou escrevendo. Aí eu vejo o trabalho das pessoas e, se bater, digo que quero trabalhar com elas", explicou. "O segredo é ser um bom contratador. Se você contrata bem, não tem como errar. Com esses grandes atores internacionais, que direção você precisa dar a eles? É só dar a eles a responsabilidade, ficar de boca fechada e pegar seu pagamento no final."
Ao final da entrevista, Allen usa a perspicácia habitual para se livrar de uma pergunta sobre como lida com a suposta proximidade da morte. "Minha relação com a morte continua a mesma: sou totalmente contra ela. Tenho sorte que meus pais viveram muito tempo, então isso talvez seja bom para mim."
Como em seus últimos trabalhos, Woody, é claro, não é o mocinho e sequer atua na história. "Toda vez em que atuei, eu fiz o papel romântico. Mas fiquei muito velho para isso, e não tem graça fazer se você não é o cara que fica com a garota no final. Imaginem como é frustrante fazer um filme com a Scarlett Johansson e ver um outro cara ficando com ela. E eu, lá, sendo só o diretor..."
Fonte: Portal G1
Cuca fundida, lançado originalmente em 1971, é o primeiro dos três livros com textos curtos, geniais e impagáveis daquele que é talvez o maior cineasta norte-americano (os outros dois livros são Sem plumas e Que loucura!, também disponíveis na Coleção L&PM Pocket). São dezessete textos que mesclam humor judaico, psicanálise, culpa, sexo e outros temperos e neuroses da vida moderna – tudo isso em um estilo inteligente, rápido e cheio da comicidade trágica presente nos filmes do autor.Um livro para fãs de Woody Allen e para fãs do riso inteligente."


Abaixo, a cena final do filme com seu respectivo diálogo:


