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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Trailer de "You Will Meet a Tall Dark Stranger", novo filme de Woody Allen


O Filme estreia nos cinemas dos EUA acontece em 23 de setembro. No Brasil, em 29 de outubro.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Desconstruindo Harry (Deconstructing Harry)

Como artista, Woody Allen é um paradoxo vivo: como é possível que, apesar de vir interpretando o mesmo personagem há mais de 20 anos, ele consiga se reinventar a cada novo filme, introduzindo sua já clássica persona cinematográfica em histórias que, independente de sua complexidade, são verdadeiras sessões de auto-análise? E como seu alter-ego em celulóide, sempre ansioso, agitado e gesticulando muito, ainda é capaz de nos fazer rir depois de tantos anos?

A resposta: Allen não é apenas um cineasta dotado de extrema cultura e de um timing cômico irrepreensível. Ele é, antes de tudo, um dos mais talentosos roteiristas que o Cinema já produziu - e não estamos exagerando. Tomemos, como exemplo, Desconstruindo Harry, um dos mais ácidos, inteligentes e divertidos roteiros que este diretor já escreveu (e vale lembrar que estamos falando do responsável por verdadeiras obras-primas como Manhattan e Hannah e Suas Irmãs). Aqui, o alter-ego de Woody Allen se chama Harry Block. Block é um escritor de sucesso que, infelizmente, se encontra no meio de um terrível `bloqueio` que o impede de trabalhar em seu novo livro. É quando sua antiga Faculdade (da qual foi expulso) resolve homenageá-lo e ele começa a procurar por alguém que aceite acompanhá-lo até a cerimônia.

Block é um homem cheio de neuroses e conflitos. Para piorar, ele tem a mania de basear seus livros em acontecimentos reais de sua vida pessoal - o que faz com que suas ex-esposas, sua meia-irmã e seu cunhado nutram verdadeira aversão por ele. Durante sua trajetória em busca de uma companhia para a cerimônia de homenagem, o escritor acaba reencontrando todos os personagens que criou ao longo dos anos, numa referência mais do que óbvia ao clássico Morangos Silvestres, de Ingmar Bergman. A partir daí, Woody Allen constrói uma comédia deliciosamente mordaz - talvez uma das mais `rasgadas` de toda sua carreira. Desta vez, o diretor não economiza nos palavrões e nas referências sexuais mais explícitas. Menos sutil do que de costume, seu roteiro ainda traz as costumeiras reflexões, sempre hilárias, sobre morte, sexo e religião. O roteiro encerra, ainda, pequenas histórias `extraídas` dos livros de Harry, como a do ator (vivido por Robin Williams) cuja vida se encontra `fora de foco` - condição representada, no filme, pela própria falta de foco do personagem, cuja imagem se encontra sempre embaçada - e como a da esposa que descobre, depois de 30 anos de casada, um terrível segredo sobre o passado de seu marido. Como de costume, cada um destes personagens é interpretado por um `nome` de Hollywood, desde Billy Crystal até Demi Moore.

Desconstruindo Harry é, em suma, um programa obrigatório para os apreciadores do bom cinema. Repleto de bom humor e fantasia - e regado por fartas doses de auto-crítica -, este filme merece lugar de destaque em qualquer antologia sobre a produção cinematográfica da década de 90. Ponto para Harry Block... digo: para Woody Allen."

Fonte da crítica: Cinema em Cena

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Woody Allen começa a filmar seu mais novo filme "Midnight in Paris".



"Midnight in Paris", é o mais novo projeto do diretor Woody Allen. O filme contará com um elenco de estrelas e já está em fase de filmagens.



Marion Cotillard, Carla Bruni e Owen Wilson

O elenco completo é formado pelos atores Kathy Bates (“Titanic“), Adrien Brody (“Predadores“), Carla Bruni, Marion Cotillard (“Nine“), Rachel McAdams (“Sherlock Holmes“), Michael Sheen (“Frost/Nixon“), Owen Wilson (“Marley e Eu“),e coestrelando Nina Arianda (“Win Win“), Kurt Fuller (“Super-Herói – O Filme“), Tom Hiddleston (do ainda inédito “Thor“), Mimi Kennedy (“Due Date“), Alison Pill (do ainda inédito “Scott Pilgrim vs. the World“) e Corey Stoll (“Herói“).

O filme é uma comédia romântica sobre uma família que viaja para a cidade grande a negócios. Entre os viajantes estão um casal de noivos que tem suas vidas transformadas por causa da viagem. O filme deve também mostrar o amor de um homem pela cidade de Paris, bem como deve explorar aquela ilusão de que sempre pensamos que a vida do outro é melhor do que a nossa.


sábado, 17 de julho de 2010

Novo filme de Woody Allen tem previsão pra setembro nos EUA.

"You Will Meet a Tall Dark Stranger" foi apresentado em Cannes e estreia em setembro nos EUA.
Para quem pensa que envelhecer tem seus benefícios - sabedoria, maturidade etc. - o veterano cineasta Woody Allen, ganhador do Oscar, tem uma mensagem: você está errado.

Ao lançar seu novo filme no festival de Cannes, Allen disse neste sábado aos repórteres que, com 74 anos nas costas, teve tempo suficiente para lidar com o fato de ficar mais velho, algo que odeia. "- Acho que é um mau negócio," disse. "Você não fica mais esperto, não fica mais sábio, não fica mais doce ou mais amável. Nada acontece de fato. Suas costas doem mais, você tem mais indigestão, sua visão não é boa, você precisa de ajuda para escutar. É um mau negócio ficar velho e eu aconselharia vocês a não fazerem isso."

Em "You Will Meet a Tall Dark Stranger", Anthony Hopkins e Gemma Jones interpretam um casal mais velho que se divorciou porque ele queria recobrar sua juventude. Ele se relaciona com uma mulher mais jovem enquanto sua ex olha para o futuro e fica viciada em procurar videntes. Naomi Watts faz o papel da única filha deles. Seu marido (James Brolin) é um escritor medíocre. Ambos sonham em fugir do casamento, mas quando fazem isso descobrem que muitas vezes relacionamentos podem ter finais agridoces.

Diane Keaton, Meryl Streep, Mia Farrow, Penélope Cruz, Javier Bardem, Anthony Hopkins. Mesmo tendo conseguido atrair as melhores atrizes e atores do cinema mundial em suas dezenas de filmes, Allen, bem a sua maneira, faz pouco caso do feito. "Geralmente, não digo que há atores com quem eu queira trabalhar. Depende muito do script e do personagem que estou escrevendo. Aí eu vejo o trabalho das pessoas e, se bater, digo que quero trabalhar com elas", explicou. "O segredo é ser um bom contratador. Se você contrata bem, não tem como errar. Com esses grandes atores internacionais, que direção você precisa dar a eles? É só dar a eles a responsabilidade, ficar de boca fechada e pegar seu pagamento no final."

Ao final da entrevista, Allen usa a perspicácia habitual para se livrar de uma pergunta sobre como lida com a suposta proximidade da morte. "Minha relação com a morte continua a mesma: sou totalmente contra ela. Tenho sorte que meus pais viveram muito tempo, então isso talvez seja bom para mim."

Como em seus últimos trabalhos, Woody, é claro, não é o mocinho e sequer atua na história. "Toda vez em que atuei, eu fiz o papel romântico. Mas fiquei muito velho para isso, e não tem graça fazer se você não é o cara que fica com a garota no final. Imaginem como é frustrante fazer um filme com a Scarlett Johansson e ver um outro cara ficando com ela. E eu, lá, sendo só o diretor..."

Fonte: Portal G1

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Livro "Cuca Fundida" de Woody Allen

O Blog "Cuca Fundida" agora está com novo Layout e mais algumas novidades. E por isso resolvi colocar hoje um post que tem tudo a ver com o Blog.
Estou disponibilizando para download o Livro de contos "Cuca Fundida" de Woody Allen, publicado pela editora LPM em português. Não é o seu melhor livro, mas tem histórias engraçadíssimas, e vale muito a pena. Um dos meus favoritos deste livro é o conto n°3: "A Morte bate à porta" .

Download

"Cuca fundida, lançado originalmente em 1971, é o primeiro dos três livros com textos curtos, geniais e impagáveis daquele que é talvez o maior cineasta norte-americano (os outros dois livros são Sem plumas e Que loucura!, também disponíveis na Coleção L&PM Pocket). São dezessete textos que mesclam humor judaico, psicanálise, culpa, sexo e outros temperos e neuroses da vida moderna – tudo isso em um estilo inteligente, rápido e cheio da comicidade trágica presente nos filmes do autor.

Um livro para fãs de Woody Allen e para fãs do riso inteligente."


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quadrinhos inspirados em Woody Allen serão lançados no Brasil.

"Em 1976, um ano antes do lançamento de seu primeiro grande sucesso no cinema, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (que ganhou 4 Oscars, incluindo filme, roteiro e direção), a angústia de Allen inspirou o artista Stoo Hample a criar a tirinha 'Inside Woody Allen'.

Agora, a editora Desiderata anunciou o lançamento no Brasil da compilação de todas as tirinhas. A edição brasileira deve ter como base o livro "Dread & Superficiality: Woody Allen as Comic Strip", que tem 220 tirinhas coloridas mais comentários, sketches e fotografias que acompanham o processo criativo do autor.

A editora Desiderata não anunciou a data de lançamento, mas promete o livro para ainda este ano."


"-Aprendi muito naquele encontro de grupo que você me mandou.
-Serio?
-Todos foram totalmente honestos. Contamos a cada um o que realmente achávamos um do outro.
-Não era permitido a ninguém sair com qualquer falsidade ou insinceridade.
-Você deve ter aprendido muito sobre você mesmo.
-Sim. Aprendi como a auto-decepção pode ser valiosa."
.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Melinda e Melinda



link para o trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=t6IPioPX760

Trailer de mais um bom filme de Woody allen.

- What a silly thing, a grown woman, a mature, sophisticated woman, outside a door, spying.
- By the way, I found a piece of your bathrobe in my door.
- Strange. I should tell my laundress.
- You don't have a laundress.
- Well, marry me and we'll get a laundress.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Manhattan de Woody Allen



Manhattan é uma das maiores homenagens à Nova Iorque de todos os tempo. Na minha opinião um dos finais mais bonitos do cinema. Simples e bonito:

Tracy: Nem todos se corrompem.
Tracy: Você precisa ter um pouco mais de fé nas pessoas.

Como já disseram, a risada de Allen no final, simplesmente passa uma sensação de esperança enorme. Grande final.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Trailer Legendado de Manhattan Murder Mystery

terça-feira, 19 de maio de 2009

Frases


"O mundo divide-se em pessoas boas e pessoas más. As pessoas boas têm um sono tranquilo. As pessoas más aproveitam bem mais as horas em que estão acordadas."

"Uma vez me perguntaram:
- Quem você pensa que é ? Deus ?
- Eu tenho que me basear em alguém."

"Se você quiser fazer Deus rir conte à ele seus planos para o futuro"

"Splendini (Woody) para Sondra(Scarlett Johanson) em Scoop: "meu bem, emoção pra mim é jantar sem ter asia depois"

"Minha mulher e eu ficamos na dúvida de tirar férias ou nos divorciarmos. Optamos pela segunda hipótese. Duas semanas no Caribe podem ser divertidas, mas um divórcio dura para sempre."

"Na realidade, prefiro a ciência à religião. Se me fizerem escolher entre Deus e o ar acondicionado, fico com o ar."

"Hoje vi um por-do- sol cheio de vermelhos e amarelos, e pensei: Puxa, como sou insignificante! O interessante é que ontem pensei a mesma coisa, embora estivesse chovendo. "

"Minha primeira mulher era muito infantil quando nos casamos. Um dia, eu estava tomando banho na banheira e ela afundou todos os meus barquinhos de papel sem o menor motivo".

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um Misterioso Assassinato em Manhattan

( Manhattan Murder Mystery, EUA, 1993)







Sinopse:

Entediada, a dona de casa Carol Lipton(Diane Keaton) passa a suspeitar que seu vizinho, um velhinho aparentemente pacato, matou a esposa. Obcecada pelo possível homicídio, Carol tenta a todo custo convencer seu marido (Woody Allen) a ajudá-la a resolver o caso. Em suas investigações, ela acaba conseguindo o apoio do apaixonado Ted (Alan Alda) e consequências hilárias para seus atos.

Crítica

Pra mim um dos melhores filmes de Allen, e sem dúvida o melhor do gênero Comédia/Suspense. Com ele, Woody allen praticamente dá o pontapé inicial a um novo seguimento da sua carreira. Um misterioso assassinato em manhattan é um suspense com muita comédia e investigações. Daí vieram os também famosos, O Escorpião de Jade, Trapaceiros, Poderosa Afrodite e o mais recente Scoop, entre outros.


Como sempre Woody é um nova yorkino judeu, intelectual, neurótico, irônico e bastante medroso. Sua mulher Carol (Diane Keaton), uma dona de casa entediada com o casamento, que suspeita que seu vizinho matou a esposa. Ela vê nesse suposto assassinato uma chance de escapar da monotonia e fazer algo novo e excitante. Começa a investigar o mistério, tentando ao mesmo tempo convencer o marido de que o crime realmente aconteceu. O que acaba virando uma verdadeira obsessão, sugerindo assim, um contraponto com a vontade de Larry (Woody). Essa relação marido-mulher é muito bem aproveitada por Allen, rendendo cenas engraçadíssimas, como a do elevador, quando estão fugindo de um serial killer e entram num elevador que enguiça, deixando-os presos. A Diane Keaton está calma mas o Woody Allen, com aquele jeito Woody Allen, começa a ter um ataque de pânico porque é claustrofóbico. Pra piorar, do teto do elevador despenca o cadáver de uma mulher. E ele solta:

-Ai meu deus, ai meu deus. Claustrofobia e um cadáver: é o cúmulo de um neurótico.

Larry aos poucos vai se envolvendo, (ou sendo envolvido) em toda loucura e acaba saindo-se um verdadeiro investigador, dando um novo ânimo para sua relação e mostrando uma coragem até então desconhecida. Com frases curtas, piadas extremamente sutis e sarcásticas, reviravoltas surpreendentes e muita confusão, Allen consegue fazer uma obra completa. Um dos meus filmes favoritos, que todos devem assistir.

Abaixo, a cena final do filme com seu respectivo diálogo:




CAROL: You know, Larry, I love you. I love you !
LARRY: How could you have ever been jealous of Marcia? Isn't that ridiculous? Don't you know that I could only love you?
CAROL: You were jealous of Ted.
LARRY: Ted?
CAROL: Yeah.
LARRY: You've got to be kidding. Take away his elevator shoes and his fake suntan and his capped teeth... and what do you have?
CAROL: You!

=D

sábado, 9 de maio de 2009

Noivo neurótico, noiva nervosa: Final

Precisamos dos ovos...



Não é engraçado como muitos relacionamentos duram anos e de repente acabam? E as duas pessoas nunca mais se falam, seguem suas vidas, encontram outros amores e são muito felizes. Sei que é triste, mas na maioria dos casos é assim. Acho que queremos nos proteger do passado, ou levamos a sério demais aquela frase "de agora em diante é só olhar pra frente", como se o passado não tivesse valido nada e precisasse ser esquecido imediatamente. Bem, em Annie Hall(1977), ao contrario da maioria dos filmes do gênero, o casal não acaba junto. É interessante que mesmo assim o filme tem uma mensagem otimista, apesar do que muitos falam, que Allen é um pessimista, depressivo. E é mesmo. Mas o filme nos mostra um final atípico, que consegue ser realista e ao mesmo tempo bonito. Para mim um dos melhores finais do cinema. Afinal de contas, relacionamentos acabam, o que devemos pensar é: porque insistimos neles?

Alvy e Annie se separam definitivamente. Alvy ainda apaixonado monta sua primeira peça baseado na sua história de amor. Claro, que na peça o final é feliz, e ele tenta explicar falando conosco(para a câmera):


-O que vc quer? É minha primeira peça. Sabe quando você sempre tenta fazer tudo sair perfeito em arte, porque na vida real é difícil.

-O interessante é que eu encontrei com a Annie de novo.
Na parte alta de Manhattan. Ela voltou para Nova York. Morava em Soho com um cara.
Eu a vi quando estava arrastando esse cara para ver The sorrow and the pity. Algo que pra mim é um triunfo pessoal(pois era o filme favorito de Alvy, e que ele vivia levando Annie para ver)
-Annie e eu almoçamos logo depois disso, e relembramos dos velhos tempos...

Nesse momento toca Seems like old times na voz de Diane Keaton, e passa um flashback de todos os momentos bons deles.
Aí a cena volta para os dois se despedindo na rua.


-Depois disso ficou muito tarde e nós dois tivemos de ir.Mas foi ótimo ver Annie outra vez. Percebi a pessoa incrível que ela é, e como era bom poder conhece-la. E lembrei daquela velha piada, sabe? O cara vai ao psiquiatra e diz: "Doutor, acho que o meu irmão enlouqueceu, ele pensa que é uma galinha."
"Por que você não o interna?" perguntou o médico. E o cara responde "Eu internaria, mas acontece que eu preciso dos ovos."

-Então eu acho que é mais ou menos assim que vejo os relacionamentos amorosos hoje: eles são totalmente irracionais, loucos, absurdos, mas a gente continua tentando porque...a maioria de nós precisa dos ovos.

The End

Woody Allen, em Annie Hall (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa - 1977)

Parte Final completa pra quem quiser ver:

domingo, 26 de abril de 2009

Livro: Conversas com Woody Allen



No final do ano passado, chegou ao Brasil, o livro "Conversas com Wood Allen" do jornalista, entrevistador e biógrafo de Allen, Eric Lax. O livro narra a trajétoria do diretor, desde o começo da sua carreira, através de entrevistas feitas pelo próprio Lax.

Eu estava lendo a edição de novembro da revista BRAVO!, cuja a capa traz uma caricatura de Woody Allen dizendo: Woody por Woody. A matéria faz menção ao livro de Lax, e ressalta como ele conseguiu mostrar o desenvolvimento do estilo do diretor. Além de discutir seus vários estilos, a revista fala sobre o seu último filme exibido no Brasil, Vicky Cristina Barcelona.

A máteria começa com a seguinte passagem:

Juan Antonio se levanta de um jantar com amigos e caminha até a mesa de duas jovens turistas americanas num restaurante em Barcelona:

-Vamos para Oviedo. Lá comeremos pratos deliciosos, beberemos bons vinhos e faremos amor.
-Quem vai fazer amor?
-Se tudo der certo, nós três.


Juan Antonio não as conhecia.

Algumas frases de Woody Allen

"Às vezes me perguntam por que trabalho tanto. É porque, quando ficar velho, quero pôr meus pais num asilo".

"Deus não existe e, se existe, não é muito confiável".

"Meu analista perguntou se eu achava o sexo sujo. Eu respondi: só quando é bem feito. "

"Não despreze a masturbação: é fazer sexo com a pessoas que você mais ama"

"Tenho pensado muito na morte ultimamente. Espero que a recíproca não seja verdadeira".

"Depois de uma certa idade, as palavras mais bonitas de se ouvir não são EU TE AMO... e, sim, É BENIGNO."

"Não posso escutar muito Wagner. Fico com vontade de invadir a Polônia"

"O leão e o bezerro podem até dormir juntos, mas o bezerro não vai conseguir dormir muito bem."

"Fui expulso da universidade por causa do exame de Metafísica. O professor acusou-me de estar olhando a alma do rapaz do lado."

Abertura de Annie Hall



Ta aí, a abertura do filme Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall), em que Woody Allen faz o seu célebre monólogo.

sábado, 25 de abril de 2009

There's an old joke...


"É uma velha piada: duas velhinhas em um hotel fazenda. Uma diz:
- A comida aqui é um horror.
E a outra responde:
-Eu sei, porções minúsculas.
É assim que eu vejo a vida: cheia de solidão, miséria, sofrimento e tristeza, e acaba rápido demais."

Woddy Allen, em Annie Hall (Noivo neurótico, noiva nervosa), de 1977.

É com essa piada sem graça, que Woody abre seu filme. No seu monólogo inicial, Alvy (Allen), demonstra todo seu pessimismo em relação ao mundo e narra suas desventuras amorosas, especialmente com Annie (Keaton), sua útlima paixão, com quem rompeu a pouco tempo. Não conformado, Alvy vai fazer de tudo para recuperar a única coisa que é realmente importante, o verdadeiro amor. Se é que ele existe.

A película que rendeu o Oscar de melhor diretor e melhor filme para Woody, é considerada uma das obras-primas da carreira do diretor. Basta ver para entender...